
Autor: Robin Cook
Editora: Record
Páginas: 368
#skoob#
Sean Murphy é um jovem e promissor estagiário do famoso Forbes Cancer Center, especializado no tratamento de um tipo raro de cancro cerebral. Quando ocorre a morte de uma menina, vítima de neuroblastoma Sean, que já vinha estranhando o elevado número de doentes que revelavam uma notável cura, desconfia de que se passa algo de errado e decide investigar. Ainda sem imaginar que, ao tomar esta decisão, está a por em risco não só a sua carreira, mas também a sua própria vida, apercebe-se de que suas investigações não são bem aceitas por todos e de que está sendo vigiado pela atraente enfermeira Janet. Mesmo assim não desiste de procurar a verdade. Depois de se dar conta de que todos os doentes curados desfrutam de uma boa condição econômica fica ainda sabendo que é no próprio centro que eles adquirem a doença.
Terminal
é um thriller médico do famoso médico-escritor, Robin Cook, que criou o gênero
a partir de suas experiências e conhecimento, juntando a elas doses de mistério
e suspense que transformaram seus livros em best sellers mundiais. De forma
habilidosa ele transformou jargões médicos e o dia a dia de hospitais em
situações de fácil entendimento para seus leitores. Na maioria de seus livros o
tema central abordado – sempre ligado à medicina - é muitas vezes algo pelo que
nós mesmos poderíamos passar (doenças graves ou fatais, infecções, tratamentos
dolorosos, acidentes que deixam sequelas, etc), sendo que nas histórias do
escritor quase sempre estas eventualidades são causadas propositadamente,
sempre com algum interesse criminoso por trás. Devido a isso seus livros também
ficaram conhecidos pelo subgênero horror-médico.
Terminal
foi o primeiro livro que não li de Robin Cook e o primeiro que li. Estranho?
Explico. Quando tomei gosto pela leitura e adquiri o hábito de ler fui a uma
livraria que alugava livros procurando outros gêneros para ler, já que havia
lido todos de Sidney Sheldon que consegui encontrar. Vi que havia alguns livros
de um escritor chamado Robin Cook e olhando um e outro escolhi ‘terminal’.
Comecei a ler voltando pra casa e não me empolguei muito, continuei lendo, mas
no dia seguinte, no 5º capitulo, parei. Não teve jeito, não gostei mesmo, achei
os capítulos longos demais (um livro com 368 páginas com 18 capítulos!) e os
termos médicos um pouco chatos. Bom, chegou o dia de entregar os livros e foi o
que fiz pela primeira vez com um não lido. Alguns dias depois voltei na mesma
locadora e peguei mais alguns livros e não sei por que ‘terminal’ veio no
pacote.
Decidido
a dar mais uma chance ao ‘criador do thriller médico’, comecei a ler novamente
o livro e eis que, surpreendentemente, me vi envolvido pela história, pelos
personagens, pela escrita do autor e mesmo os termos médicos tornaram-se fáceis
de entender e em nada atrapalharam o andamento ou entendimento da história. Até
hoje não consigo entender porque não gostei do livro da primeira vez que o li,
só sei que ainda bem que dei outra chance ao autor, pois se não tivesse
insistido talvez não tivesse tido a oportunidade de conhecer um dos meus
escritores favoritos e seus livros – pra mim – maravilhosos.
Terminal conta a história do residente de medicina Sean
Murphy, que após começar um estágio num renomado centro de tratamento contra o
câncer começa a perceber coisas estranhas acontecendo e passa também a
desconfiar das notáveis curas dos pacientes do centro. A cada dia mais
desconfiado, Sean passa a investigar os acontecimentos estranhos e de uma hora
para a outra se ve envolvido em algo muito mais monstruoso do que ele poderia
imaginar. Perseguido pela policia, por um perigoso assassino e por pessoas
muito poderosas, Sean começa a correr contra o tempo para salvar sua vida e
descobrir a tenebrosa verdade.
Para minha grande surpresa ‘terminal’ se revelou um excelente
suspense. O dia a dia dentro de um hospital, as pessoas que fazem parte deste
ambiente e a forma como o autor descreve os ambientes e situações, tudo
contribuiu muito bem para que a história fluísse de maneira fácil e o suspense
e mistério fossem aguçando minha curiosidade a cada página do livro. Fiquei
realmente muito surpreso como o autor conseguiu atiçar minha curiosidade em
meio a temas e ambientes tão desconhecidos pra mim. Apesar de usar todos os
termos técnicos que devem ser tão normais no dia a dia médico, ele conseguiu,
pra mim, de forma muito competente, encaixar tudo no meio de uma história
puramente ficcional – e muito boa - , o que confere ao autor, na minha opinião,
um talento nato para escrever.
Após a leitura de ‘terminal’ li todos os livros que consegui
encontrar do autor e posso dizer que todos me deixaram fascinado pelo gênero
que ele criou. A cada nova história que eu lia me tornava mais fã de Robin Cook
e suas tramas, muitas vezes mirabolantes, mas que sempre me deixavam ligado. Como
ninguém nem nada é perfeito tive apenas uma decepção com o autor que foi o
livro ‘a invasão’, com temática alienígena (tema que eu não gosto nem um
pouco!), mas que se salvou um pouco por ter a narrativa envolvente do autor. De
todos os outros que eu li, não tenho do que reclamar, pelo contrário, tenho
apenas elogios a fazer, pois pra mim, além de entreter com suas ótimas
histórias, Robin Cook muitas vezes mostra o lado mesquinho e egoísta dos
profissionais e instituições de saúde, que visam mais seus lucros em detrimento
da saúde e bem estar de seus pacientes.
Enfim, acho uma pena que um escritor tão bom quanto Robin
Cook não seja tão popular entre aqueles que apreciam o hábito de ler, pois é um
custo achar alguma resenha de seus livros em blogs literários. No que depender
de mim seus livros sempre estarão por aqui, pois como já disse sou um grande fã
do autor e recomendo muito seus livros para quem quer ler uma boa história.
Ps: A resenha devia ter saído no sábado, mas devido a alguns problemas não deu!