Autor: James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
#skoob#
Só há um lugar seguro para os segredos dos poderosos.
Jack Morgan é dono da Private, a melhor agência de investigações que existe, com escritórios em vários cantos do planeta. É a ele que os homens e as mulheres mais influentes do mundo recorrem quando precisam de total eficiência e máxima discrição. A agência é o único recurso quando a polícia não pode fazer mais nada.
Enquanto Jack e sua equipe investigam o assassinato de 13 garotas, surgem dois outros casos, bem mais pessoais. Fred, tio de Jack, procura-o pedindo ajuda com um escândalo financeiro que pode destruir a liga profissional de futebol americano. E a esposa do melhor amigo de Jack, Andy Cushman, é encontrada morta.
Os três mistérios parecem insolúveis, mas Jack conta com os melhores investigadores e com o que há de mais avançado em tecnologia – recursos que, muitas vezes, não estão à disposição da polícia. Além disso, a agência não responde a instituições oficiais, portanto, nem sempre precisa jogar de acordo com as regras.
Anos após seu pai ter abandonado o negócio, Jack Morgan assumiu a Private. Sob sua direção, a empresa de Los Angeles se expandiu, abrindo filiais em Nova York, Londres e Paris.
Além de Jack, a agência reúne um seleto time de investigadores: a psiquiatra Justine Smith, o impulsivo ex-fuzileiro naval Rick Del Rio, o charmoso Emilio Cruz e os gênios do laboratório Dr. Sci e Mo-bot.
A equipe – Justine em especial – está completamente dedicada a pegar um criminoso que há dois anos vem matando colegiais a intervalos regulares. Às voltas com esse caso intrigante, a agência também é contratada para investigar possíveis manipulações nos resultados dos jogos da NFL – a liga profissional de futebol americano – e para encontrar o assassino da esposa do melhor amigo de Jack.
Juntos, esses três casos quase levarão Jack ao limite de sua energia.
Private foi meu primeiro encontro
com James Patterson e devo dizer que sim, me decepcionei um pouco com o livro.
Claro que eu não posso dizer que é um livro horrível, que eu me arrependo de
ter lido ou que tive vontade de abandoná-lo no meio da história – não, nada
disso! Acho que minha decepção (que foi em certos aspectos e não com todo o
livro) se deve ao grau de expectativa que criei em relação ao autor e sua
escrita – que é muito boa por sinal! Tudo que se lê em relação a James
Patterson, de ele ser o maior escritor de suspense do mundo, o que mais vende,
o que mais lucra e o que mais publica, cria de certa forma uma expectativa no
leitor que vai ler suas obras pela primeira vez.
No quesito narrativa JP é com
certeza um dos melhores; sua narrativa é ágil, veloz, sem perda de tempo e sem
detalhes insignificantes. Lendo a história parece mais que você está assistindo
um episódio de CSI ou Criminal Minds (o que na minha opinião é um ponto super
positivo!).
A ação da história gira em torno da
Private, uma agência de investigação particular muito renomada que conta com os
melhores agentes do mundo e é equipada com o que há de mais moderno para ajudar
na solução dos mais diversos crimes. Esse ponto da história em alguns momentos
achei um pouco repetitivo; em muitos momentos é destacado o quanto a Private é
sofisticada, moderna, a tecnologia de ponta que ela possui, às vezes, até mais
que o FBI ou a NASA.
Outro ponto fraco do livro pra mim
foram os personagens – exceto o protagonista, Jack Morgan, dono da Private. Os
personagens são descritos e conduzidos de uma forma um pouco superficial,
basicamente, tudo sobre cada um é dito em umas 6, 7 linhas e um detalhe ou
outro vai aparecendo no decorrer da história. Não digo que deveria ter uma
biografia de cada um, mas do modo como são apresentados ficaram um pouco
superficiais. A exceção disso é Jack Morgan, que tem um episódio do seu passado
na guerra do Afeganistão que ainda o perturba, um relacionamento de quase
inimigo com seu irmão gêmeo, Tommy, e que não consegue estabelecer um bom
relacionamento com nenhuma mulher. Jack é o personagem do qual chegamos mais
perto, já que boa parte da história é narrada por ele e outras em terceira
pessoa.
Na história a Private tem 3 casos
para desvendar: o assassinato de uma mulher, uma fraude em jogos de futebol e
descobrir quem é o serial killer que vem matando jovens colegiais. A
investigação dos casos acontece simultaneamente, mas a forma como tudo é
narrado não deixa que o leitor se confunda entre os casos. Os casos que são
mostrados na história, infelizmente, também foram outro ponto um pouco
superficial. No que as investigações vão ocorrendo, as coisas vão sendo
descobertas de uma forma um pouco fácil demais – muito disso em função da
tecnologia da Private. Não há em momento algum um jogo de “gato e rato” entre
quem está investigando e quem está sendo investigado; do momento em que os
crimes começam a ser investigados, até a elucidação de cada um, não há um
momento de clímax.
De certa forma eu não classificaria
Private como um livro de suspense e nem sei em que categoria o colocaria. Pra
mim o foco da história mesmo é a investigação em si e tudo que a envolve, por
isso que o livro mais parece um episódio de CSI ou Criminal Minds, só que com
menos suspense do que os seriados de TV.
Volto a dizer: O LIVRO NÃO É RUIM,
passa longe disso, mas não é o livro que faz jus a fama de seu autor. Como foi
o primeiro livro do autor que eu li, não sei se a fama que JP tem é verdadeira,
mas em Private pode se constatar que o que a famosa frase “as páginas viram
sozinhas” diz é verdade. A agilidade da narrativa é tamanha que parece mesmo
que as páginas viram sozinhas; mas se por um lado isso é bom, por outro acho
que prejudicou um pouco o desenvolvimento dos acontecimentos e dos personagens.
No conjunto da obra posso dizer que
Private é um bom e que vale a pena ser lido. Com certeza não foi o melhor livro
que li, nem está entre os melhores, mas também não acho justo classificá-lo
como ruim. É um livro que vai te fazer boa companhia numa viagem, no trajeto
para o trabalho ou escola ou na espera de alguma recepção. Enfim, é um bom
passatempo, assim como são os seriados de TV (leia-se CSI ou Criminal Minds,
meus preferidos!).
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BOM |
Adorei a resenha!
ResponderExcluirBeijos
Rízia - Livroterapias
livroterapias.blogspot.com.br
Adorei a resenha. AInda nao li esse livro. So li O Diario de Suzana para Nicolas e fiquei encantada com a narrativa do James. Magnifica!
ResponderExcluirBjokas
Flavia - Livros e Chocolate
Infelizmente ainda não me encontrei com a narrativa de James Patterson,tenho muita vontade de ler pois tenho a sensação de que vou gostar.Sua resenha ficou bem elaborada e instigante.
ResponderExcluirAbraço!
Bruno
http://oexploradorcultural.blogspot.com